Google Desafia Micorsoft e anuncia sistema operacional
tecnobr.net 9 de julho de 2009
A gigante da internet Google está desenvolvendo um sistema operacional para computadores pessoais, em um desafio direto ao líder de mercado, o Windows, desenvolvido pela Microsoft.

a Origem Do Logo Chrome .. haha
O Google Chrome OS (operating system) será voltado inicialmente para netbooks, computadores portáteis menores, mais baratos e com menos recursos que os laptops.
Máquinas equipadas com o Google Chrome OS devem estar no mercado em meados do ano que vem. A idéia é, no futuro, usar o sistema operacional também em PCs.
“Rapidez, simplicidade e segurança são os aspectos-chave do Google Chrome OS”, anunciou a empresa em seu blog oficial. Segundo a Google, o sistema operacional será uma “extensão natural” do seu navegador de internet, Chrome.
O novo sistema operacional será um software de código aberto (”open source”). Para a Microsoft, a notícia vem poucos meses antes do lançamento da nova versão do seu sistema, o Windows 7.
“Um dos principais objetivos da Google é tirar a Microsoft (do mercado), destruir sistematicamente a sua participação no mercado”, disse Enderle. “A Google quer eliminar a Microsoft e esta é uma batalha única. A estratégia é boa. A grande questão é: será que vai funcionar?”
A companhia de Bill Gates deve lançar o seu Windows 7 no fim deste ano para substituir o Windows Vista e o Windows XP, que já tem oito anos. Segundo a empresa, hoje 96% dos netbooks funcionam com Windows.
Oracle anuncia compra da Sun
Oracle anuncia compra da Sun por mais de US$ 7 bilhões
Pelo acordo, cada ação está avaliada em US$ 9,5.
Negociações entre IBM e Sun fracassaram no início do mês.

- Larry Ellison, diretor-executivo da Oracle, no evento Oracle Open World, em setembro de 2008 (Foto: Paul Sakuma/AP)
Oracle anunciou nesta segunda-feira (20) que comprará a Sun Microsystems por US$ 9,5 por ação, numa operação que avalia a fabricante de servidores de alta potência em mais de US$ 7 bilhões.
As empresas informaram em comunicado que a operação é avaliada em cerca de US$ 7,4 bilhões, ou US$ 5,6 bilhões sem incluir caixa e dívidas da Sun. As ações da Sun saltavam mais de 37% no pregão eletrônico da Nasdaq, em Nova York, enquanto os papéis da produtora de software corporativo recuavam 4,5%.
A Oracle espera que a aquisição adicione pelo menos US$ 0,15 por ação no primeiro ano após a aquisição. A companhia, diz a agência de notícias Associated Press, estima que a Sun contribuirá com mais de US$ 1,5 bilhão no primeiro ano, e mais de US$ 2 bilhões no segundo ano.
O anúncio surpreendente feito pelas empresas acontece depois que as negociações entre IBM e a Sun fracassaram no início deste mês. Fontes próximas do assunto afirmaram que a Sun recusou oferta de US$ 9,4 por ação feita pela IBM.
Antitruste
Há diversas possibilidades para as duas companhias terem encerrado das negociações. Agências de notícias divulgaram que a iniciativa teria sido tomada depois de a Sun acabar com o status da IBM de parceiro negociador exclusivo. Falou-se também que a Sun estaria descontente com a oferta feita pela IBM, e que o acordo causaria diversos problemas relacionados à lei antitruste.
Isso porque a IBM e a Sun atuam em diversas áreas parecidas. Na área de armazenamento de dados com fitas, por exemplo, as duas companhias juntas detêm 52% do mercado avaliado em US$ 3,1 bilhões, de acordo com informações da agência de notícias Associated Press.
Já a aquisição feita pela Oracle não representa tantos problemas em relação a isso, porque as companhias atuam em muitos setores diferentes. Ainda assim, a Oracle poderá usar os produtos da Sun em seus próprios softwares: a primeira companhia trabalha principalmente com banco de dados que utilizam o sistema operacional Solaris, da Sun, por exemplo.
Perdas
A Sun é responsável pela criação da linguagem de programação Java, usada no desenvolvimento de aplicativos para sites e telefones celulares.
A empresa tem relutado em sacrificar sua independência, mesmo reportando grandes perdas. Apesar de ter vendido US$ 13,3 bilhões nos últimos quatro trimestres, a companhia reportou prejuízo de US$ 1,9 bilhão no mesmo período.
Há algum tempo, analistas afirmam que a companhia não pode se manter sozinha. Muitos disseram não acreditar que a Sun conseguiria encontrar novos compradores depois que as negociações com a IBM foram canceladas.
* Com AP e Reuters
10 maiores tendências De TI para 2009
Por : Por José Milagre – iMasters
Discutir sobre tendências em um mundo digital em constante ebulição não é uma das tarefas mais fáceis. Longe de efervescentes previsões futuristas Inatingíveis, mais inerentes à “astrologia”, na mesma proporção que longe de exaurir as tendências em 2009 ou esgotar a lista de evoluções, o presente artigo elenca as 10 maiores tendências da Tecnologia da Informação previstas para se concretizarem ou alavancarem em 2009, e revelam um norte às empresas e profissionais da área no que diz respeito às 10 áreas relacionadas: governança, infra e rede, conectividade, carreira, conceito, linguagem de programação, humanização da ti, regulatório, operações, comportamento e webmarketing.
1 – Governança: TI VERDE IEC ESPM QM 08000s

A Ti Verde vai revolucionar o mundo de TIC, responsável por 3% da poluição mundial. A Governança “Verde” norteará os projetos e processos em ti, que deverão ser reformulados para atender os novos padrões impostos pela “Green Wash” . Surgirão as primeiras certificações de Gestores de TI com especialização em projetos verdes (GIM – Green IT Managment). Quanto às empresas, buscarão além da certificação ISO 14001, a novíssima certificação européia IEC ESPM QM 08000 para atender aos padrões da ROHS (Restriction of Certain Hazardous Substances), que estabelece regras para o uso de substâncias perigosas em produtos eletro-eletrônicos, bem como o total compliance com a norma WEEE (Waste Electrical and Electronic Equipment), que trata da disposição do lixo tecnológico.
2 – Infra e Rede: IPV6

340.282.366.920.938.463.463.374.607.431.768.211.456. Este pode ser o seu novo endereço IP!O famoso 4 x 109 não mais atende as necessidades da Internet no Mundo. 4 bilhões de endereços IP já não é suficiente. O IPV4 está mais próximo do fim, segundo analistas, não passa de 2012. Não significa o fim do TCP que está na camada de transporte, mas a introdução do IPV6 na camada de rede, atuando em conjunto com o ipv4 até o fim deste. O IPV6 vem com diversos atrativos como qualidade do serviço para streaming e VOIP (um tendência concretizada em 2008) e principalmente mobilidade. Esqueça IP como sendo os tradicionais “quatro octetos” ou “oito hexadecimais” e passe a pensar ip com no mínimo “oito octetos”. E o que isso muda no mercado de TI? A necessidade de profissionais especializados para a gestão da nova rede e integração com os sistemas operacionais. Bom mercado à vista. No Brasil o Comitê Gestor Internet no Brasil intensifica a educação sobre o uso do IPV6, onde já é possível estudar sobre o assunto em http://ipv6.br
3 – Conectividade: BPL

Surgirão os primeiros cronogramas sobre a implantação da Internet pela Rede Elétrica no Brasil (BPL do Inglês – BroadBand over Power Lines). Um batalha judicial poderá ser travada entre usuários de rádio amadores e Anatel. Ainda, especula-se que tal tecnologia possa interferir no controle de tráfego aéreo e marítimo. Outra batalha será a regulatória: ANATEL OU ANEEL? Quem dita as regras para o serviço? Como as teles atuais poderão sobreviver à onda de companhias elétricas que agora oferecem internet e faturam na conta de luz? Consultas públicas deverão ser realizadas. A BPL será oferecida com a bandeira da “inclusão digital”, já que onde chega energia, chegará Internet e com uma velocidade de até 40 mbps. Eletrodomésticos passam a ser vendidos com suporte BPL e isto pode auxiliar a difusão da TV Digital e interatividade de retorno. Profissionais de Engenharia Elétrica e Engenharia da Computação terão um excelente mercado. Os famosos “gatos de energia” aumentarão, e serão tipificados pelo delito de “furto”, já que a tal “energia” traz em si a internet que tem relevância econômica.
4 – Carreira: ITIL V3 e SCRUM

A certificação na biblioteca de boas práticas britânica ITIL (Information Technology Infrastructure Library) continua sendo uma “pérola” na hora da contratação de CIOS e Gestores de Tecnologia da Informação. A Gestão “com foco no cliente” e primando pela qualidade dos serviços de ti é a tônica para as corporações em 2009. Nada oficial mas especula-se que o bridge V4 para os certificados atualizará os livros com “conceitos verdes”, proporcionando uma gestão não só focada no cliente, mas no ambiente. Em paralelo, cresce a procura pelo profissional certificado SCRUM (Scrum Master), que contrário ao PMBOOK, onde a gestão é de projetos em geral, o framework SCRUM (Gestão de projetos ágeis) é focado em projetos e ciclo de produção de Softwares. Ao que se prega, ao contrário de um profissional PMP, um Scrum Master não planeja, instruiu o direciona, mas simplesmente lidera, em um “jogo” onde a velocidade é igual a satisfação do cliente. Teremos versões nacionais das certificações da Scrum Alliance (http://www.scrumalliance.org/).
5 – Conceito: CLOUD COMPUTING e VIRTUALIZAÇÃO

Elegemos Cloud Computing como o conceito chave da Internet até o primeiro semestre de 2009. Dentre as estruturas de suporte ao conceito, é inegável que a virtualização é a principal, seguida do chamado “Grid Cumputing” (O Compartilhamento de PCs e de Processamento), como no projeto SETI@Home (Search for Extraterrestrial Intelligence), onde centenas de pessoas compartilham seus computadores para a pesquisa. Já com relação às aplicações da Cloud Computing, os que mais chamarão a atenção são os chamados “Sistemas Operacionais Remotos”, operados de terminais burros, como o GHOST Virtual Computer (http://g.ho.st/) e o Goowy (http://www.goowy.com/). Docs, Suítes de Escritório e até mesmo ERPs virtualizados serão difundidos em 2009. Novos P-2-P voluntier systems surgirão como alternativa aos Bittorrents (protocolos). O termo “Cloud Computing” foi objeto de tentativa registro por parte da DELL em julho de 2008 (U.S. Trademark 77,139,082), mas foi cancelado no mês seguinte: Se assim não fosse, o Google teria que pagar uma indenização milionária à DELL. Como tecnologia emergente a virtualização fará com que a demanda pelo profissional especializado cresça, bem como por profissionais responsáveis por trilhas de auditoria e segurança da informação nas nuvens.
6 – Linguagem de Programação: RUBY ON RAILS (RoR)

2009 será o ano do CMS, content management system, template engines, produtividade sustentável e desenvolvimento ágil. Embora o Ranking da TIOBE Programming Community Index for November 2008, (http://www.tiobe.com/index.php/content/paperinfo/tpci/index.html), ainda aponte Java mantendo a ponta da tabela com o índice de popularidade, a família Visual Studio.NET (4o. na tabela) ainda é a preferida para empresas multinacionais e financeiras que necessitam de compliance com normas e contratos de responsabilidade, em conjunto com o Banco SQL Server ou Oracle. Por outro lado, o PHP aparece na cola em 5o. lugar em novembro de 2008, este sendo o representante fiel da “long tail” da programação, sendo preferido por clientes de pequeno e médio porte, que não podem pagar por licenças ou que não possuem regulamentações rígidas. A disputa entre os Bancos de Dados para PHP fica entre Mysql e Postgree, sendo o segundo ganhará mais adeptos em 2009. A curva de aprendizagem destas linguagens vem sendo fator de decisão dos CIOS, que as preferem ao Java e C por exemplo, considerando o fator tempo em um projeto. Destaque para o Python que não para de subir no ranking e pode representar bons negócios em 2009. Programar “sem saber de programação”, digamos assim, é a onda de 2009, como por exemplo, atualizar e gerenciar conteúdo de sites sem editar uma linha do html, por meio do Joomla (http://www.joomla.org/) um gerenciador (wiki) de conteúdo de sites escrito em PHP que passará a ser a preferência dos desenvolvedores web em 2009. Destaque também para o projeto TinnybutStrong (http://www.tinybutstrong.com/) um dos programas (bibliotecas) que anunciam a era dos “Templates Engines” ou “Simplificadores de programação” em 2009, onde se pode programar sem saber uma linha de programação. Mas o destaque principal para o framework que mais crescerá em 2009, vai para o “Ruby on Rails” (RoR), um misto de perl e phyton 100% orientado a objetos, freeware, e que promete ser um ambiente para quem não tem tempo a perder, como por exemplo, a pregação “criando um blog em 15 minutos” (http://www.rubyonrails.pro.br/apresentacoes). Na programação Móbile de 2009, o Android vai incomodar o J2me (http://code.google.com/android/), eis que muitos dispositivos móveis terão o sistema operacional e conseqüentemente, a comunidade opensource irá desenvolver em tal framework. O Acesso a Applications, APIS e Webservices será mais difundido pelo Google e empresas 2.0 à comunidade de desenvolvedores. Novas aplicações específicas surgem dos Maps, Wikis, Earth e outros mashups, como o http://www.wikicrimes.org/main.html.

7 – Humanização da TI: POWERSET

O Processamento da Linguagem Natural (PLN) e a Websemântica anunciam seus protótipos ao mundo digital. A W3C intensifica um modelo global de partilha de conhecimento por intermédio de máquinas. A tecnologia? Logicamente, XML (Extensible Markup Language) e RDF (Resource Description Framework) Sistemas computacionais capazes de compreender a linguagem falada e escrita continuam em ágil aprimoramento. Programas para acessibilidade ganham destaque na Internet como o DOSVOX (http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/), que possibilita o uso da informática por cegos. O Maior destaque fica para o Powerset (http://www.powerset.com/) primeiro mecanismo de busca a utilizar a utilizar a PLN em larga escala, que crescerá no primeiro semestre de 2009. o Google, embora resista a idéia de pessoas ficarem “fazendo perguntas” ao buscador, será forçado a implementar módulos de humanização e semântica caso não queira perder sua vasta parcela. Outro conceito que cresce nos buscadores é da “Personalização”, onde o destaque será para o Google Search Wiki, que permitirá ao usuário subir ou descer resultados em seu “ranking pessoal”.
8 – Regulatório: LEI DE CRIMES DE INFORMÁTICA

É no mínimo “truanesco” que 2009 termine sem a promulgação da Lei de Crimes de Informática. Recentemente foi aprovado o PLS 250/2008 contra os crimes de Pedofilia na Internet e a tendência natural é que o PL 89/2003 (antigo 76/2000 – que cuida dos crimes digitais), já aprovado no Senado em julho de 2008 seja enfim promulgado e entre em vigor no Brasil. O número de crimes eletrônicos continua a crescer em 2009 e foca suas atividades para a telefonia móvel e redes wi-fi. No entanto, no início da vigência da Legislação, muitas pessoas serão incriminadas por atos praticados por terceiros ou sem mesmo saber que a conduta praticada era considerada criminosa. Os provedores passam a ser obrigados a preservar dados de usuários e conexões por 3 (três) anos, sob pena de multa que varia de R$ 2.000,00 à R$ 100.000,00 por requisição não cumprida. A Lei gera polêmica e cria movimentos contrários, como os que pregam a “auto-regulamentação” da rede e a lei como empecilho à liberdade de expressão e inclusão digital.
9 – Operações: SAAS

A disponibilização de Software como Serviço crescerá em 2009. Os grandes ERPs concentrarão esforços para criarem a plataforma ou assim oferecerem serviços. Além der ser estratégia verde, poupar energia, custos de implantação e aproveitar a capacidade de processamento de computadores, o SAAS passa oferecer uma nova ótica para precificar um software, o ROI (Return of Investiment) e o valor agregado ao cliente. Métricas como APF (Análise de Pontos por função) ou SLOC (Contagem de linhas lógicas ou físicas) não mais refletem a realidade do valor de um projeto de software ou da cessão de códigos fontes, sendo que novas abordagens paramétricas passam a integrar a lista das consultorias como a preferida pela Microsoft, a TCO (Total Cost of Ownership ou Custo Total da Propriedade), que contempla todos os valores envolvendo aquisição de produtos, instalação, impantação, suporte, treinamento, etc. Segundo a Gigante citada, o TCO de seus produtos é menor que o dos Softwares Livres.
10 – Comportamento e Web Marketing: SEO 2.0 e I-DOSER

O Termo é controverso e não aceito. Para alguns trata-se apenas de SEM (Search Engine Marketing), mas para uma minoria crescente, uma atualização dos conceitos de otimização de sites, que vem a atender as necessidades de mudanças impostas pelo Google, como a “personalização”, anunciada pelo SearckWiki e que relativisa todos os estudos realizados sobre PageRank. Passa-se a raciocinar o SEO “orientado a usuários”. Se já foi difícil identificar fatores que influenciam o posicionamento das páginas, que sempre foram guardados a sete chaves pelos sites de busca, 2009 será o ano de novas práticas e estudos em busca do mapeamento das alterações trazidas. No que cerne à comportamento, 2009 Intensifica a era da Mobile e IPTV, como o “OneSeg”. Cresce a demanda pelo entretenimento digital e conteúdos “on-demand”, o que faz com que os produtos web sejam focados não em tecnologia, mas em experiências.

O Destaque fica pela polêmica experiência I-doser (http://www.i-doser.com) a chamada “droga virtual”, que passará a integrar dispositivos móveis e poderá ser transmitida viaM2M (Mobile-to-Mobile), graças às novas tecnologias RFID (Radio-Frequency Identification) e wireless que integrarão a linha de dispositivos do próximo ano. Por meio do RFID, as pessoas serão identificadas em lojas (M-Payments), locais públicos, privados e eventos, o que chamará a atenção de crackers que explorarão a tecnologia para capturar informações e para a prática de golpes. No campo das enciclopédias da rede, o Monopólio da Wikipedia passa a ser ameaçado pelo projeto do Google Knol (http://knol.google.com/k), que explorará a decisão da “concorrente” de limitar sutilmente a liberdade de publicação de conteúdos, atualmente restrita ao que chama de “grupos confiáveis”.
